100 Flexões

Programa de 100 Flexões

6-10 flexões

Se durante o teste efectuares 6-10 flexões
Dia 1
60 segundos entre as séries (ou mais)
Dia 4
60 segundos entre as séries (ou mais)
Série 1 5 Série 1 9
Série 2 6 Série 2 11
Série 3 4 Série 3 8
Série 4 4 Série 4 8
Série 5 max (minimum 5) Série 5 max (minimum 11)
Pelo menos 1 dia de intervalo Pelo menos 1 dia de intervalo
Dia 2
90 segundos entre as séries (ou mais)
Dia 5
90 segundos entre as séries (ou mais)
Série 1 6 Série 1 10
Série 2 7 Série 2 12
Série 3 6 Série 3 9
Série 4 6 Série 4 9
Série 5 max (minimum 7) Série 5 max (minimum 13)
Pelo menos 1 dia de intervalo Pelo menos 1 dia de intervalo
Dia 3
120 segundos entre as séries (ou mais)
Dia 6
120 segundos entre as séries (ou mais)
Série 1 8 Série 1 12
Série 2 10 Série 2 13
Série 3 7 Série 3 10
Série 4 7 Série 4 10
Série 5 max (minimum 10) Série 5 max (minimum 15 )
Pelo menos 2 dias de intervalo Pelo menos 2 dias de intervalo
 

 

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Uma breve história da flexão

Há aqui algo curioso: para um exercício tão antigo, o nome é surpreendentemente jovem. As pessoas baixam o peito em direção ao chão e voltam a empurrar-se para cima desde que existe chão e algo a provar, mas a palavra "flexão" em si é notavelmente moderna, uma invenção do século XX. O movimento é ancestral. O rótulo não é.

Muito antes dos ginásios e das aplicações de treino, a flexão já vivia dentro de sistemas de treino mais antigos. Na Índia, os lutadores da tradição pehlwani construíam a sua força sobre o dand, uma versão fluida e mergulhante da flexão, executada às centenas como prática diária no akhara. Não era um aquecimento nem um exercício acessório; era o alicerce. Onde quer que as pessoas precisassem de ombros fortes e não tivessem equipamento para os desenvolver, costumava surgir alguma versão do empurrar com o peso do corpo.

É justamente aí que está toda a questão. A flexão não pede nada. Sem barra, sem banco, sem mensalidade, sem mais espaço no chão do que o do próprio corpo. Pode fazê-la num quartel, no pátio de uma prisão, num quarto de hotel ou num pedaço de terra batida. É essa simplicidade teimosa que explica por que sobreviveu a todas as modas de fitness que apareceram e desapareceram à sua volta.

Os militares transformaram-na num ritual. Exércitos de todo o mundo recorreram à flexão pelas mesmas razões: é uma forma barata e honesta de construir e medir a resistência da parte superior do corpo, e adapta-se a qualquer número de recrutas ao mesmo tempo. Algures pelo caminho tornou-se, em partes iguais, castigo e prova. "No chão e faça vinte" é uma frase que até quem nunca vestiu uma farda reconhece de imediato.

No século XX escapou do terreiro de instrução. As aulas de educação física adotaram-na, as primeiras personalidades do fitness exibiram-na na televisão e, discretamente, tornou-se uma medida grosseira da forma física geral. Quantas flexões consegue fazer? passou a ser uma pergunta com verdadeiro peso social, uma forma rápida de saber se alguém estava em forma.

A internet só afiou isso. Os desafios de flexões espalham-se pelas redes sociais, as pessoas inventam novas variações só pela diversão e desconhecidos em lados opostos do planeta comparam os seus números. É uma estranha forma de continuidade: o mesmo movimento que um lutador praticava num akhara há séculos é agora contado em frente à câmara de um telemóvel. Poucos exercícios ligam tantas épocas diferentes com tão pouco alarido.